Sábado, 31 de Janeiro de 2009
BURACA.BORA LÁ.TÁ NA HORA.
1jan09

Com um Sol destes, reconfortados com a Palavra de Anselmo, o que é que nos falta?Ao caminho!

Para os que não puderam vir, a promessa de, logo que possamos, algumas imagens ... em directo!

ac


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WEBANGELHO
anselmoborges_deus21

SIMONE WEIL: FILÓSOFA E MÍSTICA


Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

 



Faria 100 anos na próxima terça-feira. Nasceu no dia 3 de Fevereiro de 1909, mas morreu jovem, com 34 anos apenas. Chamava-se Simone Weil, e era de ascendência judaica. Figura complexa, filósofa de formação - as Obras Completas, na Gallimard, completarão sete volumes -, professora de Filosofia, viveu intensamente os dramas da primeira metade do século XX.

No seu número de Janeiro, Philosophie Magazine consagrou-lhe um dossier, sublinhando "a originalidade" da sua filosofia, na confluência articulada de experiência real, reflexão e acção. Aí se relata como a foram encontrar, com 11 anos apenas, no meio de uma manifestação de grevistas no boulevard Saint-Germain. Simone de Beauvoir refere nas suas Memórias um encontro na Sorbonne: Weil jura apenas pela Revolução que "daria de comer a toda a gente" e a Beauvoir, que sustenta que o verdadeiro problema é o de "encontrar um sentido" para a existência", replica: "Vê-se bem que nunca passaste fome!"

Para perceber a alienação dos operários, tornou-se ela própria operária e sindicalizou-se: "Enquanto nos não tivermos colocado do lado dos oprimidos, para sentir com eles, não se pode tomar consciência." Esgotada pela incapacidade de seguir a cadência infernal da produção, dirá que aí "o pensamento se encarquilha como a carne diante do bisturi". Visionária, viu claramente que a libertação não viria nem do fascismo nem do comunismo, abstracções "ávidas de sangue humano" que remetem para "duas concepções políticas e sociais quase idênticas".

Denunciou a exploração da classe operária e o colonialismo, mas manteve-se crítica face ao comunismo. Pôs-se ao lado da Resistência, reivindicando "uma forma de ofensiva", mas excluindo a violência das armas. Comprometida com a liberdade e a libertação, manteve-se distante dos partidos políticos e da Igreja.

Sobre os partidos escreveu que se trata de "organismos, publicamente, oficialmente constituídos de modo a matar nas almas o sentido da verdade e da justiça". Quanto à Igreja, temia a sua intolerância. Ficou, pois, à porta, pensando que a sua vocação era permanecer "cristã fora da Igreja".

Embora educada no agnosticismo, viveu intensamente à "espera de Deus". Deus não deve ser tanto procurado como esperado como graça. Essa graça consiste em "morrer para si mesmo", ser "des-criado" e depois "re-criado" em Deus.

Nesta espera, foi determinante uma experiência em Portugal em 1935, na Póvoa de Varzim. Ela que sabia o que era o sofrimento, assistindo a uma procissão em honra da padroeira, com velas e cânticos de uma tristeza pungente - "Eu nunca escutei nada mais pungente" -, teve repentinamente "a certeza de que o cristianismo é por excelência a religião dos escravos, que os escravos não podem não aderir a ele, e eu também".

Fui reler a sua obra Carta a um Homem Religioso, onde levanta a lista dos obstáculos que a mantiveram fora da Igreja. Tudo se resume nesta afirmação: "A Verdade essencial é que Deus é o Bem. Ele só é a omnipotência por acréscimo." Por isso, "é falsa toda a concepção de Deus incompatível com um movimento de caridade pura. Todas as outras são verdadeiras, em graus diferentes". Os únicos milagres são os do amor, de tal modo que "Hitler poderia morrer e ressuscitar 50 vezes que eu não o veria nunca como filho de Deus". "A forma de pensar de Cristo era a de que devíamos reconhecê-lo como santo porque ele fazia o bem perpétua e exclusivamente."

A Igreja centrou-se no dogma, que levou ao anátema e, assim, "estabeleceu um início de totalitarismo". "Os partidos totalitários formaram-se devido ao efeito de um mecanismo análogo ao da fórmula anathema sit. Esta fórmula e o seu uso impedem a Igreja de ser católica, a não ser de nome." A parábola do bom Samaritano "deveria ter ensinado a Igreja a nunca mais excomungar quem quer que fosse que praticasse o amor ao próximo".

Só o amor salva: "Qualquer pessoa que seja capaz de um gesto de compaixão pura para com um infeliz (coisa, aliás, muito rara) possui, talvez implicitamente mas sempre realmente, o amor de Deus e a fé." |

 



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MATINAS
nascert1

Tantas nuvens, um Sol, o Teu Sol. apenas.Obrigado.

antónio colaço


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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
TODOS À BURACA.AMANHÃ,SÁBADO!
buraca2

Nas últimas horas alguns telefonemas recebidos dão a entender que, afinal, este ano até poderá aparecer mais gente do que é habitual.

A ver vamos. O 1963 vai estar presente! Tentaremos um ..."directo"!

Prometida está, pela organização, a presença de D.António Marcelino, para além dos habituais Pe Lúcio e Pe Álvaro.

ac


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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009
UMA PROPOSTA.UM DESAFIO
alcains67bc

Quem conheceu o António Catana, de Idanha, e acompanhou os seus últimos dias, não pode esquecer o sonho que alimentava de nos ver reunidos, na Ericeira ou em qualquer outro sítio, a nós os que nos meados da década de 60 ali nos encontrámos. Na sequência de algumas das iniciativas do nosso ano e tropeçando em amigos dessa época, de que destaco o João Peres, o Mário Pissarra, este último dando-me conta de idênticos esforços levados a cabo pelo Silvério para reunir os do seu ano, por que não pensarmos em alargar o âmbito do encontro de Março aos nossos colegas de outros anos ?

Este é mais um motivo que nos pode animar e levar a  decidir dar um pulo até à Casa de Retiros, da Buraca, no próximo sábado, a partir das 11 horas da manhã, para participar no Encontro Anual da Associação dos Antigos Alunos dos Seminários de Portalegre e Castelo Branco. De facto, é costume aparecerem por lá alguns desses amigos com quem podemos abordar o assunto.

Vamos meter mãos à obra? E... JÁ!

Quem tiver contactos que nos envie para o nosso mail - animados30@gmail.com - a fim de darmos os primeiros passos. Meu caro Tobias, o teu irmão seguramente que vai ficar entusiasmado com esta iniciativa!

Entretanto, e como se aproxima o fim-de-semana, aqui vai um pouco de ... futebol  entre duas equipas de anos que estiveram em Alcains. Identifiquem-nos:

nova-imagem-12

Os do nosso ano!

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E o ano anterior ao nosso.

Como hoje, quarta-feira, muitos dos nossos amigos estarão a passar por aqui pela primeira vez, já que enviámos uma circular pelo correio para dar conhecimento a todos da existência deste espaço, pois que saiam a terreiro os cantores contratados!Reconhecem-nos?! Está aí um convidado, nem mais nem menos que o nosso amigo Manuel Villas Boas , hoje, jornalista na TSF:

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antónio colaço


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MATINAS
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Basílica da Estrela

Demoro tanto a fazer-Te entre nós, bem dentro de cada um de nós. Por que será que desde os primórdios insistimos em ver-Te nas nuvens, envolvendo, em dias de nevoeiro, as cúpulas dos templos que Te dedicámos, quando o que querias, e queres, é que, simplesmente, te tenhamos como companheiro. Obrigado, pela Tua paciência.

antónio colaço


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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009
ROSTOS DE ONTEM.RASTOS DE HOJE
gaviao1963ab1

Ali estávamos nós posando para uma camera . ( Aliás, uma camera que nos custou os olhos da cara, mas isso, agora, não vem ao caso! Abençoada, digo, agora, pelos rastos que nos possibilita seguir dos nossos rostos iniciais.) Dando-nos a ver, para mais tarde sermos vistos, pelos pais, pelos amigos, por nós próprios. Uma afirmação de indesmentível identidade. Somos estes e não outros e estamos a cumprir o nosso tempo. Vejam como brincamos, como nos divertimos. Sim, é certo que num outro tempo daquele tempo, num outro momento, aqui não revelado, somos também a dolorosa preguiça matinal arrancada à devassada camarata, a um exposto leito, nosso derradeiro território, onde, pelo sonho, mantínhamos a ligação aos pais distantes, a vergasta zurzindo uma orelha com dificuldades por apreender o x e o y de uma traumatizante matemática, de um impenetrável latim ,ou, mesmo, de um desajeitado traço artístico, para não falar de um angustiante solfejo. O que ainda não sabíamos é que alguns anos mais tarde valorizaríamos tanto estes pequenos pedaços daguerreótipos perante dias cheios de mil tecnologias que, no instante de um clic, nos permitem dar a volta ao planeta.

O desconforto que sentimos por nos vermos aqui, assim, confrontados com os sinais do tempo nos nossos rostos retratados, é algo que devamos temer, evitar, ou, porventura, estimular, afirmando ao mundo, que muitos ventos e marés depois, da vida, o Cabo da Boa Esperança conseguimos dobrar?

O escriba não tem dúvidas, nem receios, apenas, se quiserem, alguns imaginados rodeios que possam impedir-vos estes... passeios.Se quiserem, dúvidas ao largo, façamos deste sítio o largo dos nossos mais que desejados recreios. A net pode, de facto, voltar a aproximar-nos. A cada instante, todos os instantes que achemos importantes partilhar.

Para o que der e vier,ala, que se faz tarde, façamo-nos ao mar! Estas são as imagens possíveis do encontro da Ericeira. Um mar a que queremos voltar, com o espírito quinhentista dos nossos antepassados. É que, quase dez anos passados, todos já concluímos que as especiarias que trouxemos dessa Ericeira de todos os afectos reencontrados, estão mesmo a acabar . Falo-vos da indiana pimenta, do aurífero Brasil com que queremos voltar a temperar os dias.

Ei, marinheiros de gema, vossas mangas arregaçai, não tarda Março 2010 para voltarmos a embarcar!

antónio colaço

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blog1963ca

blog1963abc


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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009
CHEGOU O CARTEIRO.
gaviao19631armindo2

Meus caros.

 


Este Colaço  surpreende-nos!!!!!. Cá por mim acho esta ideia ESPETACULAR.


 Vamos a isto Mil aplausos.


 


Tenho que aprender depois a escrever nesta coisa do Blog , comentar etc. mas lá irei.


 


Grande abraço.


 


Armindo


 


P.S. É possível que alguns "mails" não estejam actualizados...


__________________________________________________________


NOTA 



O Armindo Dias é o primeiro a entrar em contacto com o 1963. Possa o seu entusiasmo contagiar-nos a todos. Duas fotos separam quase 40 anos, entre o Armindo em Gavião, 1963/1965 e o Armindo dos 50 ( assim fica mais leve!) aniversário no qual pude participar com minha mulher. Do Armindo ainda andam lá por casa uns ouriços dos seus castanheiros de Vilar Barroco, Oleiros e já que falamos do primeiro a contactar-nos, para dizer que o Armindo foi à " tomada de posse " do novo Pároco de Mação, o Pe Amândio, do Estreito, Oleiros, que assim sucedeu ao saudoso Pe António Sousa.

Mas...para que não fiquem com inveja, aqui vai a foto integral de onde destacámos Armindo. Alguém se lembra deste momento, algures nas redondezas de Gavião? Já agora, é ocasião para pedir que nos enviem por mail, ou por correio - que devolveremos em seguida - algumas fotos do vosso arquivo!

gaviao1963ab

O pessoal de Lisboa já está mais decidido a ir até à Buraca, no próximo Sábado?!

abraços

ac


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leituras DEIXAR DE QUERER PARA COMEÇAR A AMAR!
26janc

DEIXAR DE QUERER PARA COMEÇAR A AMAR


 


Todos os seres humanos desejam ser queridos. Mas, quantos amam realmente? O verdadeiro amor actua como um alquimista: converte a ambição em altruísmo e transforma o sofrimento em felicidade.


 


Borja Vilaseca


 


 


Talvez seja pela intensidade do frio ou, quiçá, por uma simples questão de tradição, mas o certo é que Janeiro é o mês preferido pelos espanhóis para  reflectir sobre como marcham as suas vidas. Depois da ressaca natalícia muitos se refugiam no calor dos seus lares  para fazer balanços e fixar  os clássicos propósitos para o ano novo.


Deixar de fumar. Estudar inglês. Perder peso. Ir ao ginásio. Estas são algumas das promessas mais comuns. E dado o difícil que nos parece mudar de hábitos damos por concluído que o mais importante  é tentar. Pelo menos, sempre podemos repetir no ano que vem.


Em paralelo, um novo propósito está emergindo no coração de mais seres humanos.Trata-se de uma promessa bastante menos concreta e muito mais intangível. Diferente de outras, não sai a pronunciar-se, pois consiste numa prática pacífica e silenciosa. É o maior dos compromissos que podemos fazer  connosco próprios e cumpri-lo não requer conselhos nem estudos. Está acima de qualquer outra meta. Agora mesmo, pelo menos, uma pessoa acaba de propor-se a aprender a amar. .


 


O AMOR É O CAMINHO


 


“Enquanto que o sábio assinala a Lua, o néscio olha para o dedo”


(provérbio chinês)


 


Que viemos a este mundo para aprender a amar é uma verdade ancestral. Descobriu-se antes de ter começado a história da filosofia. Zoroastro (630-550, ac), Mahavira(599-527,ac)Lao-Tsé(570-490,ac)Buda (560-480,ac),Confúcio(551-479,ac),Sócrates(470-399,ac),Jesus Cristo (1-33).


Todos os grandes sábios da humanidade cujos ensinamentos deram origem a instituições religiosas que conhecemos, hoje em dia, disseram essencialmente o mesmo: Amar os outros é o caminho que leva os seres humanos à felicidade.


Ainda que muitos outros tenham seguido pregando com o seu exemplo sobre o poder transformador do amor, passam os anos, as décadas e os séculos e a grande maioria dos seres humanos seguimos sem saber amar.. A prender isso não entra nos planos  do nosso processo de condicionamento familiar, social, cultural, religioso, laboral, político e económico.


Como estudantes fazem-nos memorizar o inimaginável. Logo, preparam-nos para ser profissionais produtivos. Porém, esquecem-se do mais básico. Assim é como entramos no mundo: sem saber gerir a nossa vida emocional. E se o êxito não é a base da felicidade esta, sim, é que é a base de qualquer êxito. Pelo contrário, desde pequenos nos fazem crer que o mundo está cheio de gente malvada. Que não há que confiar nos desconhecidos. Que o importante é ocupar-se de si mesmo.Assim, o medo, a frustração e o ressentimento vão passando de geração em geração, criando uma cultura baseada na desconfiança, na resignação e na insatisfação.


 


PARA ALÉM DO CONDICIONAMENTO


 


Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente .


Jiddu Krishnamurti


 


A perversão da natureza humana chegou a um ponto que ao longo deste processo de condicionamento também escutamos que a bondade é sinónimo de estupidez, pois alguém sempre acaba por arrepender-se das suas boas acções, e que amar-se a si próprio é uma conduta egoísta, própria de um narcisista. Daí que falar do amor ao próximo soe a ridículo.


Estejam certas ou não, todas estas crenças modelam a nossa percepção do mundo e influenciam a nossa forma de nos relacionarmos com os demais e connosco próprios. E não se trata de culpar a ninguém, e sim responsabilizarmo-nos do nosso processo de mudança e crescimento. O que está em jogo é a nossa liberdade para decidir quem podemos ser. E aqui não há mestres, somente espelhos onde nos vemos reflectidos. Em última instância, deixar de existir como bichos do mato só depende de nós próprios.


O correcto consiste em questionar as nossas crenças, por mais que  atentem contra o núcleo da nossa identidade. Daí que esta aprendizagem surja como uma iniciativa pessoal, um compromisso a longo prazo em que a conquista do verdadeiro amor se converte no caminho e na meta..E não se trata de uma moda passageira. O auto-conhecimento e o desenvolvimento pessoal são processos cada vez mais aceites pela sociedade. Ao haver tanta oferta (livros, estudos) e tratando-se de um assunto tão íntimo e delicado, a sua utilidade dependerá do bem que saibamos eleger.


 


OS INIMIGOS DO AMOR


 


O amor é a ausência de egoísmo


 Erich Frromm


 


Segundo as leis da evolução, tudo começa com o conhecimento (informação verídica).Logo, vem a compreensão (experiência pessoal). Só assim é possível aceitar (deixar de reagir negativamente frente ao que sucede) para poder  finalmente amar (dar o melhor de nós próprios em cada momento). Por esse andar teremos de vencer o nosso maior inimigo: nós próprios (o nosso mecanismo de sobrevivência emocional mais conhecido como ego). Para consegui-lo  é preciso ser sinceros (não auto-enganarmo-nos), humildes (reconhecer os nossos erros),valentes (atrevermo-nos a emendar-nos) e perseverantes ( comprometermo-nos com o nosso processo de aprendizagem).


O medo ( de que nos façam mal), o apego (de perder o que temos), e a ira ( de não conseguirmos o que desejamos) esperam-nos na volta da esquina. Um pouco mais longe esconde-se a nossa ignorância ( o desconhecimento da nossa própria natureza), a causa última do nosso egoísmo ( a tendência antinatural que corrompe os seres humanos) que é precisamente o que nos impede de amar, que é a nossa essência. Igual a que não temos que fazer nada para ver é não termos que fazer nada para amar. Tanto a vista como o amor são atributos naturais e inerentes à condição humana. O nosso esforço consciente deve centrar-se em eliminar todas as obstruções que enevoam e distorcem a nossa maneira de pensar, sentir e ser, como o stress, a negatividade, o victimismo, o ódio, a desconfiança, a vaidade, a inveja, a arrogância, a preocupação, a intolerância, a cobardia, a avareza, a indolência, o orgulho, a impaciência, a culpa, a tristeza…


 


DIFERENÇA ENTRE QUERER E AMAR


 


O amor é o único que cresce quando se reparte


 Antoine de Sant Exupéry


 


Todos os vícios da mente são fruto de interpretar de forma egocêntrica a realidade, uma atitude impulsiva e inconsciente que nos impede de aceitar o que acontece tal como acontece e de aceitar os outros tal como são. Esta é a causa de todo o nosso sofrimento, que, além do mais, nos encerra num círculo vicioso muito perigoso. Para poder amar, primeiro temos que albergar amor no nosso coração.


Neste caso, o problema é em si mesmo a solução. O primeiro que devemos saber é o que é o amor. Não aquele a que estamos acostumados e sim o amor de verdade. Porque uma coisa é querer e outra muito diferente é amar. Querer é um acto egoísta: é desejar algo que nos interessa, um meio para chegar a um fim. Amar, ao contrário, é um acto altruísta, pois consiste em dar, sendo um fim em si mesmo. Queremos quando sentimos carência. Amamos quando experimentamos plenitude. Enquanto que querer é uma atitude inconsciente, relacionada com o que está fora do nosso alcance, amar surge como consequência de um esforço consciente que nos faz centrar-nos no que depende de nós próprios.


Quando alguém ama não culpa, não julga, não critica, não se lamenta. Os que amam experimentam deixar um ar de alegria, paz e bom humor em cada interacção com os outros, por muito breve que seja. Amar também é aceitar e apoiar as pessoas mais conflituosas, porque são precisamente as que mais precisam. Amar de verdade é sinónimo de profunda sabedoria, pois implica compreender que não existe a maldade, e sim a ignorância e a inconsciência. O paradoxal é que o amor beneficia primeiramente ao que ama, não ao amado. Assim, o amor salva e revitaliza a mente e o coração de quem o pratica. Por isso recebemos tanto quando damos.


 


TODOS SOMOS UM


 


Creio que a verdade desarmada e o amor incondicional terão a última palavra”.


 


Martin Luther King


 


Para sabermos  se aprendemos a amar, temos, apenas, de dar uma vista de olhos à nossa forma de comportamento com os outros. Não é em vão que a relação que mantemos com todas as pessoas que fazem parte da nossa vida é um reflexo da relação que cultivamos connosco próprios. Como expressa o filósofo Dário Lostado “Se não te amas a ti, quem te amará? Se não te amas a ti a quem amarás?”


Ao darmo-nos conta  de que o que fazemos aos outros nós fazemo-lo a nós próprios, primeiro, tomamos a consciência do estreitamente unido que estamos todos os seres humanos. As etiquetas com que subjectivamente descrevemos e dividimos a realidade são só isso, etiquetas. E por muito úteis e necessárias que sejam para utilizá-las, no dia a dia, não devem separar-nos da nossa  verdadeira natureza: o amor incondicional.


Iguais às árvores que oferecem os seus frutos quando crescem em óptimas condições, nós, os  seres humanos emanamos amor quando nos libertamos de todas as nossas limitações mentais. Daí que, se queremos saber qual é asmelhor atitude que podemos  tomar em cada momento, temos, simplesmente, de responder com as nossas palavras e acções à seguinte pergunta: que faria o amor frente a esta situação?


 


adenda


PERDOAR É UM ACTO DE AMOR


Quando culpamos os outros por aquilo que nos sucedeu e os responsabilizamos pelo nosso sofrimento, podemos cair nas garras de um inimigo muito mais subtil e perigoso: o rancor. Para evitar continuar a causar-nos dano é necessário aprender a perdoar, um acto que reflecte amor e humildade, que põe fim a todo o nosso mal-estar. Dado que não podemos mudar o que nos acontece na vida, podemos mudar a nossa atitude, o nosso olhar sobre esses acontecimentos para reinterpretar o seu significado de uma forma mais objectiva. Assim, deixar-nos-ão um melhor sabor na boca.



NOTA

Era um texto que, dia a dia, me propunha traduzir e tornar acessível. O ânimo, aquilo que entendo possa contê-lo, defini-lo, de alguma forma, aqui prontinho a servir à mesa dos nossos  tantos desalentos, das nossas infinitas melancolias, das nossas íntimas … recessões!

Valeu a pena o trabalho, apesar de algumas lacunas do tradutor que o escriba não é.

antónio colaço


publicado por animo às 15:48
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SÁBADO,TODOS À BURACA
No próximo Sábado, a partir das 10 da manhã, tem lugar mais um ENCONTRO da Associação dos Antigos Alunos do Seminários de Portalegre e Castelo Branco. De vez em quando, quer dizer, ano sim, ano não, o pessoal lá vai aparecendo. Refiro-me "aos do nosso ano". Independentemente de tudo o que possa dizer-se, a verdade é que, graças ao João Heitor,o histórico dinamizador dos encontros - um conterrâneo ali das bandas de S.José das Matas, Mação - todos os anos o Encontro faz-se e quem quiser aparece. É uma boa ocasião para rever rostos, rever histórias e avivar memórias. Este ano ano parece que alguns dos nossos amigos estão a dar sinais de quererem aparecer. Vamos voltar ao assunto. D.António Marcelino  estará presente, entre outros.O 1963 em princípio vai estar presente com a sua equipa de reportagem!

Mais informação, logo.

ac

aqui o mapa de localização.Ou no Google Earth daqui a mais uns instantes.


publicado por animo às 09:23
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