Terça-feira, 25 de Setembro de 2012
COMO SE NUNCA NOS TIVÉSSEMOS SEPARADO.escreve Zé Centeio

 

Quinta do Lago, Alferrarede

22-09-2012

 

E UM DIA O FUTURO BATE-LHES À PORTA…

 

 Antes de qualquer consideração sobre o encontro, gostaria de homenagear o trabalho do nosso amigo Manuel Dominges, não só pelos convivas que conseguiu reunir à volta da mesa, mas também pelo cuidado que teve na opção do local (Quinta do Lago, Alferrarede), no acolhimento e na escolha do repasto que, diga-se, foi de fazer inveja a um qualquer banquete real. Bem-hajas, Manuel.

 

 

NR-Mas este pessoal só bebe...sumos?!Ó balha-nos Deus...zz..zz.A culpa é do eclético cicloturista Chambel!!Pim!ac

Uma segunda nota para agradecer a visita do Pe Manuel Mendonça e do Mário Pissarra, as quais sentimos como a afirmação de uma solidariedade que ganhou raízes num passado comum, independentemente do tempo ou de gerações. Outros teriam gostado de se juntar nesta afirmação de solidariedade se o encontro tivesse tido maior divulgação, mas – permitam-me que seja egoísta – eu preferi desfrutar, num ambiente mais próximo e familiar, da companhia daqueles com quem partilhei uma pequenina parte da minha vida.

Após estas breves notas - justas, justificadas e necessárias -, passemos então a outras considerações.

 

À chegada, num dia que convidava ao passeio e ao convívio, tínhamos à nossa espera ao ar livre alguns dos acepipes regionais, acompanhados por refrescantes bebidas. Foi espaço para os abraços adiados, para a surpresa do reencontro, para a alegria incontida… Como diz o Manuel: “As emoções não se descrevem, apenas se vivem”. E logo à chegada meti o Manuel em trabalhos. Tinha preparado cuidadosamente na véspera uma pastinha onde estava o texto para distribuir, as listagens dos inscritos e mais umas brincadeiras que não chegaram a sê-lo, já que na pressa de partir ou na ânsia do reencontro, acabei por esquecê-la. E lá andou o pobre do Manuel a pedir ao responsável do restaurante autorização para eu poder ir à net e, como se não bastasse, imprimir algum do material. Um pormenor sem importância. Por razões diversas, não foram muitos os que responderam à chamada, mas valeu bem a pena, pois houve tempo para histórias e conversas mais longas. Houve quem desse a desculpa das vindimas, outros não puderam mesmo estar e outros ainda apenas não quiseram.

 

Gostaria de ter encontrado o Victor Cardoso, o Victor Ribeiro, o Assis Cardoso, o Chico Vaz, o Simão, o Gaspar Domingues (malandro, inscreveu-se e não apareceu), o Carlos (espanhol) e tantos outros, mas ainda não foi desta. Outras oportunidades virão. O Adérito levou o seu baú de fotografias; algumas passaram de mão em mão e outras eram mostradas no computador. Ríamos de nós próprios, do que fomos ou, talvez, do que nos tornamos ou somos hoje. Da parte que me toca, este foi um encontro muito especial, pois dos 16 companheiros presentes, 12 não via há quase 40 anos (38 anos?). Como foi bom reencontrá-los e, de modo muito particular, o meu grande amigo e companheiro Luís Ramos.

 

 Passadas que foram quase quatro décadas, a verdade é que, com mais cabelo ou com menos cabelo, com mais ou menos cabelos brancos, todos nós parecemos ainda guardar qualquer coisa dessa nossa meninice (adolescência). Não sei exatamente o quê, mas talvez o facto de nos conhecermos e termos convivido de perto nos transmitisse a impressão de que, apesar do tempo, nunca nos havíamos separado. Estes pequenos encontros, onde a identificação não é apenas com um passado comum, mas com pessoas muito concretas, permitem esta aproximação e esta ilusão de uma proximidade que, apesar de desbotada, nunca se perdeu. Talvez por isso mesmo, no íntimo de cada um de nós, e apesar dos caminhos diferentes que cada um seguiu, a separação nunca tenha acontecido. Terá porventura sido um adeus até à próxima, mesmo que esse desejo implícito tenha sido adiado mais do que inicialmente se imaginara ou do facto tivéssemos consciência. Quem sabe se o sentido da frase “Os amigos não se separam, apenas seguem caminhos diferentes” não saiu reforçado deste encontro ou até – cada um saberá – tenha ganho um novo sentido: “Apesar de caminhos diferentes todos eles confluem num futuro que outrora, num passado partilhado, começamos a esboçar”. Essa é por certo a nossa esperança em relação àqueles que não puderam estar presentes ou que não quiseram por pensarem que esse futuro ainda não tinha chegado.

 Na verdade, por mais que tentemos, o futuro apanha-nos sempre desprevenidos, talvez por nunca ser o que havíamos imaginado e nos assustar o que ele consigo transporta. Mas o importante é aceitar os riscos e tentar, com outros, transformar o presente em algo que um dia será futuro.

Estou certo que um dia o futuro lhes baterá à porta, assim estejam eles disponíveis para a abrirem e prontos a recebê-lo.

No final o adeus era, agora conscientemente, até breve. Quem sabe se Alcains 2013 ou num outro qualquer local num destes dias?! Foi lançado o desafio: no próximo encontro cada um dos presentes terá que convencer um dos ausentes a estar presente. Devagarinho, sem pressa, chegaremos lá! Saibamos nós ir preparando o futuro.

Sejam felizes em seara de gente.

Um grande abraço.

José Centeio

 

PS. Para os anais desta nossa história, eis a listagem dos presentes: Adérito Mateus, Abílio Lourenço e esposa, António Oliveira, Bento Domingues, Carlos Alberto Lopes, Carlos Marçal e esposa, Fernando Ramos, José Henriques Mateus, José Centeio e esposa, Luís Catarino e esposa, Jorge Nogueira, João Chambel, Joaquim Minhós e esposa, Luís Pereira Dias, Luís Ramos, Manuel Domingues e esposa

 

NR

Camiiiiinha.Mais logo há mais imagens!!!Obrigado Zé Centeio.Espero que tenhas gostado do título que puxámos para destaque.Tem tanta força e está no teu fabuloso ( como sempre) texto.
Ufff!!!Já andávamos " precisados" deste suplemento de alma!
2

Zé, não apareces em nenhuma das fotos?!Sabemos do que a casa gasta, mas...ó balha-nos Deus...zzz...vê lá se descobres!!!O mesmo se diga do P.Manel Mendonça, como é?!

antónio colaço



publicado por animo às 02:30
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