Sexta-feira, 9 de Abril de 2010
A ARTE DE FAZER MILAGRES . CRÓNICA DE ALVES JANA

O nosso querido Janinha é muito esperto, manda a crónica mas ... as fotos, cadê elas?!

Só que a nossa redacção foi mais longe e aí estão elas, em rigoroso exclusivo!!!!ac

Foto.Jerónimo Belo Jorge

 

 

 

UDPV 3 – A arte de fazer milagres

 

Gostei bastante de participar na Ceia Medieval organizada pela Equipa dos Alcaides, a comissão local. E gostei não por ter ficado ma “mesa de honra”, que existiu apenas para dar uma nota mais à medida da época, nem tão pouco por ter ido vestido creio que de nobre, porque o fato causava-me bastante mal estar. Gostei porque o jantar foi um sucesso construído através da colaboração de vários - organismos e pessoas individuais.

Alves Jana e Isilda Jana (Foto:JBJ)

 

 Dito de outro modo, nenhuma das entidades era capaz de levar a bom termo aquele jantar, mas todos em conjunto fomos capazes de fazê-lo. E quando digo todos estou a referir-me, em concreto, à Equipa que tomou a iniciativa e liderou o processo; à Isilda que deu o suporte científico e coordenou parte significativa dos trabalhos; à Quinta do Lago que fez um trabalho impecável de culinária e de arte de bem servir as pretensões do cliente; às Escolas Manuel Fernandes e do Sardoal e de Constância, que cederam fatos, e a última ainda trouxe os malabares e a primeira emprestou as tigelas da sopa e digitalizou o filme: à Equipa das Princesas e Cavaleiros que veio com as suas crianças; às famílias da Isabel e da Matilde, que emprestaram adereços para tornar mais “medieval” o jogo da Ceia; à Anabela que mobilizou impossíveis; à Clara que fez o design; ao Pedro que tocou viola; a mim também que li três poemas galaico-portugueses; e a mais alguém de quem me estou de certeza a esquecer, sem me esquecer, contudo, das pessoas que divulgaram a iniciativa e dos comensais que foram uma parte decisiva no acontecimento.

 

FotoJBJ

 

Faço questão de dizer as coisas assim por extenso para mostrar que aquele êxito foi feito de um trabalho de conjugação para um mesmo objectivo de elementos antes dispersos. E ninguém estava em posição de, sozinho, reunir estes elementos e fazer deles um todo. Foi o trabalho aberto em rede, com um mesmo fim, que tornou possível “ver” tudo isso, que não era visível de nenhum dos lugares em presença, e reunir numa construção também em rede uma iniciativa que foi apreciada como um êxito pelos participantes.

No fundo, a Ceia Medieval foi em ponto pequeno - tal como as outras iniciativas das várias equipas - o mesmo que o Abrantes Pela Vida mostrou ser em ponto grande.

Cada um desses acontecimentos foi a afirmação de quanto se poderia fazer se fosse aproveitado, isto é, mobilizado e articulado para objectivos reconhecidos, o universo de recursos existentes mas dispersos de que as nossas comunidades são depositárias. E “depositárias” vem de depósito, de armazém, de coisas paradas, talvez de poeira acumulada.

Abrantes Pela Vida foi a demonstração de que o impossível está ao nosso alcance se trabalharmos de outro modo. Um modo que já noutras ocasiões nós vimos testado com sucesso, isto é, utilizado para construir sucessos que de outro modo não seriam possíveis.

Trabalho em rede horizontal, cooperação entre organismos e entre pessoas singulares, construção de baixo para cima, ou seja, reunir pessoas e recursos e com eles construir um produto mais elevado na hierarquia da complexidade. Aceitação de todos, cada um com aquilo que pode dar. Sim, os milagres existem, mas não se fazem de qualquer maneira.

 

Alves Jana

 

NR

É assim, só não quadram lá muito bem são aquelas garrafinhas do Luso e o Tinto de marca...Então não havia uns jarrinhos de barro, oh!Drs. Jana e Isilda. E os senhores que vêm das lutas de defesa do património!!Bom, bom, medievais ma non troppo!!Oh Balha-me Deujihum!!!ac



publicado por animo às 18:04
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