Sexta-feira, 25 de Junho de 2010
PARA QUE ESTA ONDA NÃO PÁRE . REAFIRMAÇÃO DE ESTATUTO EDITORIAL

 

 

Amigo Colaço
Se me concederes um bocadinho do teu tempo queria dizer o seguinte:
- Concordo 100% com tudo o que escreves por baixo das fotos publicadas, e uma vez desfeito o equívoco quanto aos nomes, pedir desculpa por não ter ainda respondido, mas só agora me foi possível fazê-lo.
Agradeço as tuas simpáticas e amigáveis palavras a meu respeito e dizer-te que quanto ao tal abraço estás desculpado. Mas, por outro lado, acho que também
não fiquei muito bem nesta fotografia porque se calhar o maior culpado ainda fui eu. Mas, no meio de todos aqueles encontros e desencontros, passados tantos anos, também eu fiquei um bocadinho pasmado e, sendo assim, estamos os dois perdoados.
Agora,se me permites gostava de fazer dois pedidos:
1) Quanto ao BLOG, dizer àqueles que não gostam que façam melhor ou façam zapping, eu, por mim, consumo diàriamente, sempre à espera de novidades e aprecio muito as boas crónicas do Alves Jana, do Mário Pissarra, do Silvério e de todos aqueles que gostam de contribuir para que esta onda não pare( NR-sublinhado nosso).
2) Àquele ou àqueles que deram para embirrar com D. António Marcelino, peço-lhes que tenham mais respeito e consideração por ele.
Posto isto, se achares que tem algum interesse em ser publicado este pequeno texto, podes fazê-lo. Se não, também não levo a mal.
Um abraço


António Rodrigues

___________________________

 

 

Caro António Colaço

Recebi há pouco a tua mensagem, e fui ver o animus, que tenho nos meus favoritos. Foi fácil, pois.

O que não foi fácil... foi ver que partes com dores de alma.

Quero dizer duas coisas.

1 - És, de facto, "excessivo". Mas isso tanto é um "defeito" como é uma virtude. É o lado da virtude que te tem feito realizar coisas que eu considero importantes. E tem sido exactamente por isso, por serem importantes, que tenho participado delas.
Ânimo
Ericeira
Alcains
Évora
para não falar em Abrantes e Lisboa...

Disse defeito / virtude porque continuo a pensar que defeito e virtude são dois lados de uma mesma moeda.
E num tempo tão passivo, creio que o teu lado virtuoso sobrepassa o outro.

Sim, foste talvez "demasiado" insistente. Mas nunca foste impositivo. Por isso, ninguém se pode queixar.

Creio que ficou aberta uma margem - larga - para cada um saber e decidir até onde podia ou queria ir.

2 - Não creio, não posso acreditar, que o que foi (tão) importante tenha deixado de o ser.

Creio, sou obrigado a crer, que a tua retirada é por teres sido ferido em combate.
Não foi porque deixou de ser importante o que até agora o era.

Reconheço (-te) o direito à dor e ao luto. Que seja curativo. Para continuares "disponível" para as mesmas coisas importantes. (Porque para outras sei que continuas.)

Nesse teu luto, sugiro-te uma pequena meditação.

Que nada do que fazemos consegue a unanimidade de apreço.
Que os que discordam têm direito a discordar e a manifestá-lo.
Que o amor, a fraternidade, a camaradagem... não é lei universal do acontecer. Mas território a conquistar.
Que "levar a sua cruz" não é só alegoria, é um facto, um preço, um prémio de quem mete as mãos na massa.
Que Cristo foi no mínimo um "bom homem", mesmo um "homem bom", e sabemos como a coisa lhe correu e o preço que pagou.

Repito.
Respeito a tua retirada dorida. Mas não voto a favor. Voto contra.

Jana

 

___________________________________

 

 

Meu querido Colaço

Vamos lá a ver. Eu não me sinto com capacidades de editor, de continuar o teu papel. Tem paciência, tens que continuar, deves isso a ti mesmo.

Não sinto que tenha questionado o teu papel, nem de longe nem de perto, para me passares a bola desta maneira.

Se quiseres assumir as coisas mais algum tempo, fazemos uma reunião e veremos quem aceita assumir o teu papel, pode até ser um grupo de algumas pessoas. Eu tb poderei colaborar. Mas assim decididamente não.

Se desertas assim o blog fica ao deus dará. Ou seja nada vai aparecer. E isso custa muito, mormente a quem descobriu este elo de ligação, esta excelente forma de comunicar, como foi a maioria de nós.

Um grande, grande abraço

sm

 

Meu querido Amigo

Malvado.

Já esperava a tua vingança. Mas desta forma não! Já te tinha pedido desculpa.

Eu, um tosco de 1.ª água nestas andanças, eu que nem sabia nem sei o que é um Blog, eu que não sei fazer um copy. Eu…Não

Nem penses. Nomeia alguém com mais tempo e sobretudo com algum jeito.

Isto comigo iria acabar em menos de nada.

É isso que queres?

Tem paciência pede-me tudo menos isso, castiga-me com tudo menos com isto.

Vai lá a correr e altera aquele parágrafo.

Eu continuo a colaborar. Mas não com aquela tarefa.

Doutra maneira é o fim de algo que criaste, a que dedicaste tanto tempo. E que penso que é vital que continue a existir.

Um abraço

 

silvério

_______________________________

 

 

...E A CARAVANA? PÁRA?!... 

      Sonhar, até os desiludidos sonham! Alimentar o sonho, dia-a-dia, sem se desiludir, não é para qualquer um, é mais para os artistas, os idealistas, os poetas, os loucos...

      Quanto a nós, os comodistas e acomodados, não há mal que nos atinja, nós somos a própria doença, estamos mortos mesmo antes de morrer: incapazes de alimentar o nosso próprio protagonismo, se, acaso, esporadicamente, ele vem ter connosco, detestamos os protagonistas, acusando-os de vaidosos e mal intencionados. Porém, deveríamos, pelo menos, ser mais tolerantes com os pressupostos assomos de vaidade dos que sonham, agem, concretizam, pois neles nem isso fica mal.

      Vem isto a propósito do marasmo em que caímos, após uma série de trocadilhos, mais ou menos linguísticos, e mal entendidos, ainda não de todo esclarecidos, após a memorável jornada alcainense.

      Eu quero lá saber se quem fez fez melhor ou pior; se quem estava antes era dinâmico, ou passivo; se há quem queira apenas curtir nostalgias, ou quem queira ser fermento de qualquer coisa. Eu preciso é de quem me arraste, me envolva, me inspire, eu que sou lambão de nascença, mas que, em casa, primeiro, e no seminário, depois, adquiri a consciência crítica que me acicata, todos os dias, a imoral preguiça endógena.

      Ah! Como me tranquilizo só com sorrir aos que trabalham nos projectos com que não ousei mais que sonhar! Nem ao de leve me afronta qualquer seu exagero de protagonismo.

      Ah! Como eu lamento quando sucumbem ao cansaço da nossa incompreensão aqueles que ousaram concretizar sonhos próprios ou alheios!

      Volta, Colaço, nada há que te perdoar!

                                                      Gil  16/06/010

___________________________________

 

 

 Meu caro Colaço:
Eu sabia que não podias desistir assim deste lugar de encontro. Primeiro porque julgo que não és homem para desistir facilmente dum projecto, especialmente se ele diz tanta coisa a tanta gente. Depois porque nunca percebi muito bem certos "escritos" e "pruridos" de algumas pessoas, se calhar porque elas próprias nunca entenderam os encontros e reencontros, os propósitos e empenhamentos na união, talvez por estarem à partida convencidos de segundas intenções de outros, porque elas próprias vivem sempre num "mundo de segundas intenções". Talvez este escrito seja um pouco confuso, mas creio que dá para entender. Também tardei em me manifestar porque não o queria fazer sem falar contigo, com o Mário e com o Peres, para tentar perceber certas coisas que vós três certamente me irão esclarecer, porque ainda não as entendo. Procurarei a oportunidade... e termino dizendo-te que foi com imensa alegria que, ao fim de tantas visitas ao blog sem ver nada de novo, hoje ao abrir dei com alguma coisa que para mim significa o reinício da caminhada na qual vão acontecer certamente muitas coisas boas.
Publicarás se achares oportuno.
Um grande abraço e obrigado por voltares.

 

Manuel Cardoso


 

 

 

 

Caríssimos

 

Como no meu Vale das Árvores, este Lugar de Encontro quase ia sendo sufocado pelas tantas ervas daninhas de nós.

Chegámos a tempo de restabelecer as pontes, reforçarmos os nós.

2

 

Um pequeno exercício de memória, algumas decisivas palavras sem postura recriminatória, de um punhado de amigos partilhantes desta já longa história (Obrigado a cada um de vós,em particular, e à voz que muito precisava de ouvir) e eis como a água volta a correr para matar a sede àqueles, de entre nós, desidratados, desanimados, que dela já sentíamos angustiante necessidade.

 

De facto, esta animus aqui está pronta para voltar a ser calcorreada como trilho seguro  de quem não desiste da jornada.

 

É, quer voltar a ser, hoje como ontem, apenas e tão só, UM LUGAR DE ENCONTRO (e não O Lugar de Encontro ), ou, como já provámos, um meio para promovermos outros encontros, desde logo, lá nesse LUGAR mais íntimo de cada um de nós ou em LUGARES onde partilhemos, de cada um, a sua íntegra e única voz!

 

Não é um blog representativo de nada nem de ninguém, em particular, e, muito menos, daqueles para quem é decisivo o facto de se quererem associar e, como tal, um destes dias, um novo e alternativo espaço possam querer criar.

Estão no seu direito e se a animus puder ajudar, de nada teremos que nos envergonhar.

 

3

Fica, assim, claramente reafirmado, que este espaço será o que cada um daqueles que aqui entra deseje e queira ver analisado assumindo o autor destas linhas, por inteiro, a responsabilidade editorial  de um projecto que, desde sempre, desejou ver partilhado.

 

Não nos juntamos só por causa do passado mas sobretudo e, cada vez mais, para que novas causas não nos passem ao lado.

 

4

Por mim quero continuar aqui por causa de ti.

Quero ser digno do teu silêncio mesmo quando me apetecia que ele ajudasse a superar ou a suportar o meu!

Mais palavras para quê?

Ao caminho que um novo dia amanheceu!

 

5

Manel Carrilho, a tua mão, a tua poesia, o teu ânimo, deixa que os junte, na viagem agora retomada, ao meu cajado alentejano:

 

 

 

 

Já nascia no escuro a tristeza
A primeira poesia, o verso puro
Que trazia o meu peito sem defesa
Da perda, que me tornava duro
 
Era a dor um muro de singeleza
No desânimo, eu era inseguro
Ao compor um poema que surpresa
Vi que melhor seria o meu futuro
 
A palavra amor depois de escrita
Me trouxe ânimo e a esperança
Por isso a respeito por ser bonita
 
Assim escrevendo, é doce paixão
Fica a alma mais pura e bendita
Ainda mais forte fica o coração
Manuel Carrilho
 

antónio colaço

 



publicado por animo às 12:05
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