Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010
MATER AMOROSA. FALA, ANTÓNIO GIL!

 

Caro António!
É bom saber-te, de novo, em forma  e a salvo do susto todos os teus, incluindo nós, mas sobretudo a tua esposa. Na verdade são elas as que mais sofrem com as nossas ausências, sobretudo as menos sintonizadas com estas nostalgias efervescentes de seus maridos ex-seminaristas. Assim, sobretudo para aquelas que, não tendo estado no Pergulho, não o receberam em mãos, e dado tratar-se de uma versão mais completa, também para as outras, aí te envio o poema que na ocasião produzi, para as homenagear e aliviar da tensão, pois como nesta jornada da Isna veio de novo à baila, elas merecem tudo. Tu julgarás da oportunidade de o publicar ou não.

Um abraço!

 

Gil

 

PS:  Estou farto de mirar e remirar as fotos já publicadas das isníadas para ver se topo com a caçarola da tigelada e os restos do medronho que lá deixei entregues ao Tó Manel, mas que ele, como artista que é, se concentrou apenas na arte, não me sabendo dar notícias dos apetrechos.

 

NR:

1.A redacção confirma:o Gil, mesmo com o compromisso de um casamento para aquele dia, não deixou de visitar-nos e deixar um rasto de doçura, aconchegado numa fabulosa tigelada e um rasto outro, quiçá, mais ardente, de cristalina "agua-pura"!Relembrares o facto, agora, em nada atenua, só piora, perceber que me fui embora e da tua tigelada não provei. Fica o consolo do teu gesto e que a outros palatos ajudei, desfrutando, eles, assim, de mais um bocadinho dos  doces do rei!(uma simpática rima, amigo!).

ULTIMA HORA -Gil, creio que a mão da mulher do Tobias tapa parcialmente a tua....tigelada!Acertámos?!(Foto Carlos Diogo)

 

 

Meu caro António Manuel, vai lá procurar nos teus instantâneos onde é que "guardaste" o Gil, a tigelada e a aguardente dele!!!!

 

2.Esperamos que gostes da imagem que ilustra o teu inspiradíssimo poema.Só agora demos por ela ao procurar, também, os rastos dos teus gastronómicos despojos!É um instantâneo do Zé Ventura Domingos daquele que, para nós, foi o momento alto da Isna, a descoberta e adequada celebração dos 34 anos de casados de Manuel Carmona e Ana!

antónio colaço

 

 

MATER AMOROSA

Não te recrimines, Circe de meus sonhos,

Não foste tu que me perdeste:

Foste a causa de pensamentos bisonhos,

Mas eram só teus os beijos que me deste,

Foste tu a armadilha do meu destino

Mas não culpa tua meu desatino.

 

Amei-te com a mente também,

Quis-te minha com a razão;

Fomos desabridos, mas não fomos além,

Impusemos alma na nossa emoção

Entreguei-me a ti de corpo purificado,

Vivemos do nada de modo sublimado

 

Eu não era ingénuo, só pouco experiente

E vivemos nosso amor como um limiar…

Sorvemos a vida, de modo impaciente,

Destilámos amor, sem nunca fartar,

Resolvemos tudo, de uma assentada,

Como potros no pasto, à desfilada.

 

Crescemos cúmplices, mas não alheios,

De um só corpo alimentámos a alma,

No prado dos teus olhos espalhei devaneios,

Na tábua do meu peito recolheste tua palma;

Saciei minha sede na fonte dos teus anseios,

Na leveza do meu jeito abafaste os teus receios.

 

E “ficámos”, como hoje soe dizer-se:

Rimos com os olhos, latejando o coração,

Contudo, foi na transparente razão

Que Amor veio sempre abastecer-se.  

 

Ainda vivemos de amor,

Que tão fugaz é a paixão...

Mas não há servo nem senhor

Nesta nossa união!

 

Queremos hoje celebrar-te

Mater nostra amorosa

E ante todos reconhecer-te

Apis melifica, doce e prestimosa,

Fonte da vida que o amor instiga

Mulher amada, amante, e amiga!        

 



publicado por animo às 07:43
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