Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010
BEM-VINDO, MANUEL VELEZ DA COSTA!!!

 

NISA

Não sei se este é o caminho correcto para o comentário a seguir.
 
Obrigado Sr Padre Mendonça pelas fotografias enviadas para o animus60.
 
Relembrei esse período,associado aos três anos em Alcains, tão importante para o meu desenvolvimento futuro, quer em termos da formação como pessoa quer de conhecimentos que foram a infraestrutura
fundamental para todo o percurso seguido.
 
Na fotografia, tirada no ano lectivo 1958/9, lá está o Sr Padre Domingos que faleceu nesse período.
Lembro-me bem do seu funeral para o Cemitério do Gavião.Quando faleceu ainda andava a estudar
Italiano. Durante a noite, passeava-se pelas camaratas para ver se nós estávamos confortáveis.
Quando doentes ia visitar-nos, fazía-nos companhia e levava sempre umas bolachinhas no bolso.
Quando fazíamos anos, punha na nossa mesa de trabalho um bilhete de parabéns.
Era professor de Francês e todos os Domingos deixava, na minha mesa de trabalho, um jornal
francês que, salvo erro, era o "La Croix du Dimanche". Em suma, o Padre Domingos foi para mim
uma grande referência.
 
O Sr Padre Cardoso e O Sr Padre Manuel Justo, para além das sua qualidades pessoais e como
professores, jogavam futebol que se fartava no nosso campo de futebol, hoje zona industrial do
Gavião.
 
Os Srs Padres Alberto e Francisco Justo (Vice-Reitor) também contribuiram e bem para a minha
formação.
 
O Sr Padre Aníbal (Director Espiritual) foi sempre de uma atenção especial quer em termos de
aconselhamento quer em termos de preparação para o futuro.
 
Do Sr Padre Emílio é quem menos recordo mas, penso, que foi substituir o Sr Padre Milheiros
(grande músico) que, nesse ano, foi para Portalegre.
 
O Sr Padre Milheiros, neste ano, fez um trabalho que considero extraordinário e que nunca me
esqueci.
Na inauguração da parte nova de Alcains, juntou os três coros (Gavião, Alcains e Portalegre) e
durante duas horas de ensaio no ginásio, conseguiu apenas um coro para a Missa da festa de
inauguração.Tudo em Latim.Nunca me esqueci.
 
O final do ano lectivo 1958/59 lembra-me e Ribeira da Isna. Fizemos, no Verão, um acampamento durante alguns dias junto à Maljoga e perto da casa do Sr Padre Cardoso onde
fazíamos as hóstias.
 
Fizemos uma pescaria original num determinado local da Ribeira. O pai do Joaquim Farinha
emprestou-nos dois  motores, retirámos a água e apanhámos os peixes.Digam lá que miúdos
de 12/13 anos não tinham imaginação?
 
É óbvio que nem tudo foram rosas. Mas, penso eu, deveremos aproveitar o que de bom nos
acontece e esquecer o menos bom
 
Das fotografias reconheço alguns colegas.
 
Ressalta da mesma o Sr Padre Cardoso (O tal Gigante) e no extremo oposto o mais
pequeno o Emanuel -grande amigo, grande estudante e sempre muito bem comportado.
 
 
Um abraço.
 
 
Manuel Velez da Costa

Nisa -Tolosa

 

______________________________________

 

NR

 

Muito obrigado Manuel. Aqui está mais do que um dos solicitados postais ilustrados!É toda a história dos primórdios gavionenses que nos reportas!

Sobra pouco tempo para o muito que queríamos comentar (as solicitações das férias....) mas as tuas palavras exigem, no regresso, termos de aqui voltar!!!

2

A propósito, e uma subida ao teu sótão e às muitas imagens que por lá devem andar?

E o nosso querido Pe Milheiro, cujo teu fabuloso testemunho presencial não nos cansamos de exaltar, tens por lá alguma foto dele?

Aguardamos, ansiosos, mais recheadas colaborações.

ac



publicado por animo às 15:00
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Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010
RAMIRO LOPES E A PRIMEIRA FOTOGRAFIA TIRADA EM ...MAÇÃO!!!

 

Desejo-te umas óptimas férias e aí vai um grande abraço para ti e outro igual para o primo Amorim!!!!

Nunca vou esquecer que a minha primeira fotografia tipo passe foi tirada no Mação com uma gravata que a saudosa prima me emprestou, daquelas com elástico… lindas e práticas que nem as de hoje!

Belos tempos porque tínhamos 11/12 anos!

Abraço

 

Ramiro

 

_________________________

 

NR

Outro exemplo que ilustra como a animus é um meio e que a net, afinal, demonstra que isto, cada vez mais, anda tudo ligado!!!A reportagem sobre o Amorim veio dar-nos a conhecer os laços de parentesco entre um dos nossos e a "sociedade civil"!!!!

Além do mais proporcionou este belíssimo momento para o nosso amigo Ramiro saltar cá para fora, em meia dúzia de caracteres, uma historinha que trazia guardada no seu coração de marmeleirense!

É isto, não é preciso mais do que isto!

Podes enviar a dita foto?!

E mais, já dei o abraço ao primo!!!!

antónio colaço

(sem tempo para mais!!!)



publicado por animo às 16:17
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Terça-feira, 17 de Agosto de 2010
AMORIM LOPES . O SOL QUANDO NASCE É PARA TODOS

Um privilégio este,o de poder saudar o sol de um novo dia no Cais Cordeiro, em Mação, a vinha de Amorim Lopes. O Amorim é, para além de um grande maçanico, um cidadão solidário de corpo inteiro daí que, com propriedade, na sua propriedade, "o Sol quando nasce é para todos!!"

 

Era uma promessa e uma surpresa que há muito trazíamos adiada em nós, à espera do momento apropriado: surpreender o Amorim na sua vinha e agradecer-lhe o bem-aventurado vinho branco com que presenteou todos aqueles que participaram nas comemorações/exposições dos 30 anos da ânimo, em Lisboa.

A ânimo, nascida no 27 da Rua de S.Bento, em Mação,alimentada com os refrescantes néctares que o Amorim, abnegadamente e com alma, faz nascer na sua vinha.

 

As imagens que se seguem vão meter inveja ao Engº Sousa Veloso e bem podem ser o prenúncio de uma ânimo/TV RURAL, como quem diz, todos de regresso aos campos em força e .... JÁ!!!

 

"Vinte anos depois" pode ser o desejado prenúncio de algo que está para nascer, algo tão esplendoroso como o Sol, o Irmão Sol, que nos coube, hoje, de braços abertos receber!

 

Um duplo obrigado, meu caro Amorim, pela tua generosidade e pela cumplicidade em ajudar a preparar os novos dias de amanhã!

antónio colaço

 



publicado por animo às 10:30
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MATINAS

 

 

 

 

Obrigado, por este Sol, por esta Luz e pela Serenidade que a Ti nos reconduz. Não nos esquecemos de Ti, esquecemo-nos, sim, de nós, do que em nós, constantemente, aspira por Vós.

antónio colaço



publicado por animo às 10:29
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Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010
PARABÉNS, ÁLVARO!!

 

 

 

Quase ia dando multa o telefonema da redacção da animus para o nosso querido Álvaro Martins, dos Casais de S. Bento, Cardigos!!!E não é que a polícia se preparava para agir?!

Mas...prontos, pá, o Anjo da Guarda do Álvaro esteve connosco!!!!

O que os anos nosfazem quando fazemos anos!!!

 

Ah!Foi o também sempre atento e diligente Adriano Afonso ( o outro já sabem de quem se trata, sim, esse, o João Peres - a propósito, desce aos comentários pois hámais alguém à espera do teu contacto, se é que não foi já contactado pelos radares peresianos!!) quem nos alertou!

Por ora mais não podemos dizer porque....as férias, ciáticas e tudo, chamam por nós!!!

 

Continuação de boas férias!

Como vêem, "isto" não pára só falta receber os vossos "postais ilustrados"!!!

Por que não?!

Quem se atreve?!

Ainda por cima, agora podem escrever do tlm!!!

antónio colaço



publicado por animo às 21:01
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Domingo, 15 de Agosto de 2010
VÉSPERAS . AGOSTOS NÃO SE DISCUTEM.RELEMBRAM-SE!!!

Vilas Boas. Vila Vlor

 

Talvez devesse estar a Teus pés, Senhora, por estas horas, no Santuário da Sra da Assunção, em Vilas Boas, Trás-os Montes, ou na Senhora dos Matos, em Mouriscas, ou nas Festas de Santa Clara, em Almodôvar,na Senhora da Saúde, em Messejana, ou na Senhora dos Navegantes, no Arripiado/Barquinha, ou no tão inicial e longínquo Senhora da Assunção, em Cardigos, para, como disseste em Caná aos atrapalhados nubentes da boda, "fazei tudo como Ele vos disser!". Indo um pouco mais longe, arrastando-me junto de Ti, te mostrasse a ciática perna, Senhora fazei com que ande. Como quereis que Vos celebre se permitis estas tão dolorosas quanto intermitentes dores que atrapalham as melhores e comportamentais intenções "pró-ativas”?

 

E, depois, meio envergonhado, evocando as Vossas dores de Mãe de um Deus que vos havia chamado, quase que castigado, confundida mas nunca desesperada, retomo o caminho e descubro, afinal, que o desafio maior é fazer desta dor prova de que o que me espera é Infinitamente Maior.

(Fotos aqui!Obriigado)

 

Obrigado, então, por poder recordar a hospitalidade dos amigos que a estas horas sobem sob um calor tórrido de Vilas Boas e Meireles, o Cachão inteiro, até ao alto da tua Capela, no Monte com o teu nome, e poder sentar-me com eles na partilha da suculenta e transmontana iguaria, já sob a sombra amiga e refrescante do arvoredo circundante.

 

Senhora dos Matos,Mouriscas.Abrantes.

 

Obrigado, por ter acompanhado e filmado, durante vários dias, empolgado e deslumbrado, confesso, com a primeira câmara de vídeo, bem distinta das modernas e vulgarizadas digitais de hoje, a Romaria da Senhora dos Matos, em Mouriscas, que resultaria numa das primeiras filmografias municipais. Momentos únicos de convívio, de me sentir um entre iguais.

Santa Clara-a-Nova.Almodôvar

Idem.Alvorada com gente bem animada e ainda não deitada!

 

Messejana.Procissão passando junto da Galeria.2009

 

 

Obrigado,pela romaria de Santa Clara, o ano passado, lá para as bandas de Santa Clara, e em Messejana, também, por ocasião da exposição com que homenageei o meu saudoso Pai. Uma descida ao Alentejo profundo de que restam mil imagens por segundo. Para além da farta mesa de amigos e familiares, na memória, para sempre, o emigrante Franklim bem sucedido pelas terras de Merkel mas padecendo de amores não correpondidos pela sua alentejana Inês:”quando entro em Santa Clara e vejo Inês digo para mim,pronto, já estou em Portugal!!!”

 

Cardigos.Ao meio, a saudosa Velha Matriz da minha infância.A sua destruição foi um atentado ao património.

 

 

Na memória, porém, matriciais, os festejos da Senhora da Assunção, em Cardigos, com cheiro a murta e eucalipto a tomarem conta dos primeiros passos organizacionais. Sim, a ajuda na decoração do arraial, primeiro, no tão desajeitado quanto ansioso subir ao palco, depois, viola em riste, a sentir que pela primeira vez a gente existe.

 

 

Por estas horas, Senhora, aqui me tens olhando para a Tua imagem de Vilas Boas, emoldurada no refrigerado sótão, enquanto em Teu nome cresce, por esse Portugal fora, a bem degustada reinação.

Fico bem sob a Tua protecção.

Quanto à ciática, não ligues, não!

antónio colaço



publicado por animo às 18:16
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Sábado, 14 de Agosto de 2010
WEBANGELHO DE ANSELMO BORGES. O TRABALHO E AS FÉRIAS

 

Pe Anselmo Borges

 

In DN,hoje

 

O TRABALHO E AS FÉRIAS

Quando se fala de trabalho, é preciso ter em atenção algumas questões prévias, fundamentais.

Primeiro, o trabalho deve ser visto no seu sentido amplo. Assim, tanto trabalha o agricultor como o operário, o engenheiro, o estudante, o médico ou o professor.

Depois, é interessante observar como, apesar de tudo, mesmo etimologicamente, há diferença entre tipos de trabalho. Perguntamos a alguém que está no labor de uma investigação ou na redacção de um trabalho científico: como vai o seu trabalho? Podem dizer-nos: gosto do que faço, o meu trabalho realiza-me. Mas também: meti- -me em trabalhos. No quadro do trabalho duro, diz-se mesmo trabalho - de tripalium, o tal instrumento romano de tortura -, mas referimo-nos ao trabalho criativo como obra: alguém deixou uma obra, publicou as suas obras completas - a raiz é o grego ergon, como pode ver-se no alemão Werk. Mas também se diz: anda nas obras.

Sobretudo não se pode ignorar que, dada a revolução tecnocientífica, cada vez mais o trabalho vai tornar-se um bem escasso, que será necessário repartir de modo justo e com todas as consequências. É aqui que me vêm à mente duas referências que já aparecem no meu livro Religião: Opressão ou Libertação? Há muito que o matemático e filósofo Bertrand Russell, Prémio Nobel da Literatura, escreveu que bastaria trabalhar quatro horas por dia e o físico Hans Peter Dürr, Prémio Nobel Alternativo, também disse que, para produzirmos o que é realmente importante, precisaríamos apenas de um terço do nosso tempo de trabalho. O resto do tempo seria para a cultura, para o ócio da criação. Portanto, não há aqui de modo nenhum a apologia da preguiça - do preguiçoso diz a Bíblia: "O preguiçoso é semelhante a uma pedra cheia de lodo; é semelhante a um punhado de esterco; quem lhe tocar sacudirá as mãos." É de um horizonte outro de vida que se trata.

Mas o trabalho implicará sempre esforço, sacrifício, cansaço. Daí também a necessidade do ócio, da festa, do jogo, do tempo livre, das férias. Que palavra mágica: férias, ir de férias!... Feria (no plural, feriae) tem o sentido de "descanso, repouso, paz, dias de festa". No século III, a Igreja assumiu os dias da semana como dias de "comemoração festiva", enumerando-os como prima feria, secunda feria, tertia feria, quarta feria, quinta feria, sexta feria. Ao contrário de outras línguas, como o espanhol ou o francês, que adoptaram a classificação romana baseada na divinização de um planeta: Lunes, Martes, Lundi, Mardi, etc., o português, ao seguir a terminologia eclesiástica, designou os dias da semana como segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira - o Sábado aparece vinculado ao hebraico e o Domingo (de Dominus), ao latim e designando o Dia do Senhor.

Até do ponto de vista histórico e etimológico, aí fica o carácter festivo associado às férias. Esta associação é tanto mais significativa quanto isso está presente noutras línguas, a partir de vias etimológicas diferentes. Veja-se vacaciones (espanhol) e vacances (francês), que têm o seu étimo no latim vacatio, com o sentido de isenção, dispensa de serviço. Os ingleses em férias estão on holidays, isto é, em dias santos. Os alemães têm Ferien e Urlaub, sendo a raiz de Urlaub Erlaubnis, com o sentido de dias livres de serviço e trabalho.

Na Bíblia, diz-se que Deus trabalhou seis dias e ao sétimo descansou e mandou que o homem tivesse um dia santo, sem trabalho, em cada semana. Para o gáudio da festa, do repouso e da liberdade.

O homem é homem no trabalho e na festa. É preciso reencontrar a alegria da transcendência, da criação, do estar repousado consigo próprio, da quietude contemplativa, do silêncio, da exaltação com o mistério das coisas, do fluir parado do tempo, da plenitude da música e da poesia, do perfume de uma rosa sem porquê, como disse o místico Angelus Silesius. Também a alegria da viagem, não para, depois, martirizar os amigos com fotografias e vídeos narcisistas, mas para o encontro de culturas outras e outros modos de ser homem e mulher e dialogar e aprender. Porque o homem é faber, mas também é festivus; laborans, mas também ludens.

 

 

NR

Sublinhados nossos!!!

Ó Padre Anselmo, amigo, quer dizer, nem todos são assim tão narcisistas a querer mostrar os últimos vídeos e até podem ser bons momentos para conversas, tipo "passem lá por casa para vermos a reportagem da viagem e trocarmos dois dedos de conversa!!!

Agora que há uns rapazes e raparigas que exageram, lá isso é verdade!!!!

2

Obrigado, por continuar a brindar-nos com estas sábias e Iluminadas palavras que tornam mais frescas as nossas férias. "Bá, ide-bos lá apanhar um pouco de sol à Praia de Valadares para beneficiarmos todos, depois, da "quietude contemplativa" desses maritimos ares"!!!

antónio colaço



publicado por animo às 10:39
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Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010
A FALA DAS CASAS RECUPERADAS. CARTA ABERTA AO MANEL DOMINGUES

Algures para as bandas da Sertã, o meu amigo Manuel Domingues, vergado ao sol escaldante de Agosto, não pára, reabilitando uma velha casa que apenas pedia, "salvem-me, não me deixem morrer, não tenho onde guardar as mil e uma histórias que entre as minhas quatro paredes vi terem lugar!O que há-de ser de mim, ruindo, parede a parede,montão de pedras, sepultando histórias sem fim!"

 

Fala-vos, alguém, para quem o que resta do chão que o viu nascer são a meia dúzia de carros estacionados num envergonhado parque que a CM de Gavião ali ousou erguer. Porque ao tempo, consciência e meios, ainda não podia ter e as continuadas intempéries se encarregaram de antecipar um "problema para a saúde pública" que um camarário caterpliller se encarregou de "sarar"!

 

A casa térrea do Largo do Espírito Santo, e todos os breves passos dados durante os meus inocentes primeiros cinco anos, está bem viva na minha memória de menino, mas quis o destino que viesse redimi-la, reabilitando, em Mação, a Casa do Bisavô Luís, bisavô de Maria, a qual, se não lhe acudíssemos a tempo, igual destino conheceria.

 

Dez anos passados, Manel, recordo com emoção as lágrimas que deixei soltar, sentado no sótão da casa então destelhada, tendo por única companheira, uma lua encantada, agradecida por saber que, uma vez recuperada, mais gente subiria à varanda para admirar o rendilhado do seu vestido lunar.

Recuperar Mação, Manel, foi assim como que vingar as ruínas de Gavião.

 

Deixo-te, Manel, com a sala do primeiro andar e como foi bom na sua afagada madeira rolar, confirmando o acertado da decisão de rejeitarmos a proclamada placa de betão.

Passando por este chão os nossos passos acrescentam passos aos antepassados que já cá não estão.

Os tectos, as suas irregulares mas sábias linhas geométricas, a singela talha dos móveis com seus vidros guardando as louças quase nunca utilizadas, sempre à espera dos dias que virão, o tão meticuloso quanto fabuloso rendilhado das almofadas, verdadeiras obras primas das mãos que os tricotaram... e o relógio de sala, verdadeiro coração da casa, preciosa imitação do relógio que me fascinava na casa da Ta Jacinta do vizinho Ti Chamiço, em Gavião, e que constitui primeiro e obrigatório ritual de quem chega, pô-lo "a trabalhar"!

 

As casas recuperadas, Manel, falam connosco as tantas vozes dos antepassados, sim, mas desafiam-nos também a que nunca delas nos esqueçamos porque, garantem,são elas que nos irão lembrar aos nossos vindouros, o que de bom, e tão bem,por elas fizémos sem olhar a quem.

 

 

 

 

 

Força, Manel.

 

 

 

antónio colaço

 

 



publicado por animo às 14:20
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Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010
VÉSPERAS

Abrantes.Pôr-do-sol no Estádio

 

Quase dez dias depois, obrigado, pela arte de M. em atenuar as continuadas dores ciáticas.

Tudo o que aqui foi dito como que se esboroou no momento mesmo da dor, o seu pico, aqueles momentos em que quase não há tempo para se perceber de que dor é feita a dor que sentimos e que nos tolhe a capacidade de recebê-la, compreendê-la, abrir-lhe as portas e, no entanto, há gente, há relatos de gente que consegue chegar lá, a esse ponto de "morrer antes de morrer", como que a Morte, a Irmã Morte, quase nada mais ali tenha de fazer.

Não era dessa santidade, creio, que o Pe Anselmo nos falava, por isso sinto relevada a minha fraqueza perante esses continuados dias "sem conseguir ter posição" antes, tudo querer fazer para sair da aflição, para regressar à acção!

Obrigado, pois, pela sabedoria que depositaste nas mãos de M. e que esta manhã salvou da dor um agricultor a quem um destemido carneiro "desengonçou" o braço, um operário ucraniano cujo pé terá ficado debaixo de alguma viga, para não falar do ar sorridente de um casal de meia idade a quem as mazelas ficaram curadas.

Como seriam os Teus milagres de hoje e o que nos dirias sobre este corpo e o Amanhã que o espera?

Ah!Gostei do que me segredaste, ontem, ao ter conseguido percorrer os quase 500 metros, antes da decidida intervenção de M.,hoje, para alegrar na Matriz de Mação a Tua Eucarísitica hora!
Sim, não foste muito original, mas percebi, perfeitamente, aquela do "porreiro que tenhas vindo, pá!"

 

antónio colaço



publicado por animo às 23:55
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Domingo, 8 de Agosto de 2010
FÉRIAS . PRIMEIRO POSTAL ILUSTRADO!

Confesso que ainda não vi!*

( Deve ser da continuada e terrível ciática.

Logo agora, no inicio das férias, a CIA tinha mesmo de meter-se comigo!Com a minha segurança)

Mas está aqui!

 

antónio colaço

 

*Vi, na ânimo!Acreditem ou não!Parabéns e obrigado Cláudia Sebastião.Está lá tudo o que havia para dizer!Contem comigo para o que resta fazer!Quer dizer, bem feito!

 



publicado por animo às 22:16
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