DO FACEBOOK COM A DEVIDA VÉNIA
O MEU PE. MILHEIRO
António Henriques
Parafraseando a tal sr.ª que incomodava o Colaço querendo apropriar-se do “nosso” P. Milheiro, também eu digo que o meu P. Milheiro é diferente do vosso. É que há duas faces, ou melhor fases da vida da mesma pessoa que me provocam sentimentos contraditórios. O meu professor deixou-me excelentes recordações: 1 - na exigência que punha nos ensaios de música, coral ou gregoriana, chegando a zangar-se e a atirar para o chão o Liber Usualis quando nós não acertávamos com a perfeição (às vezes, tive de o substituir nos ensaios, eu que sozinho mal dava uma para a caixa, segundo consta do meu Livro de finalistas…); 2 – na abertura à cultura que também lhe devemos com a organização de colóquios sobre vários temas, no estímulo que nos dava responsabilizando-nos por uma página literária mensal num jornal de Castelo de Vide (já não sei como se chamava…), onde saíam os nossos artigos sobre literatura, cinema, sociologia, poesia, eu sei lá!; 3 – ainda me lembro bem de uma semana sobre o período realista / naturalista, em que cada um de nós teria de falar de arte, literatura, filosofia, história, etc. O amigo Escarameia era um bonzão que aceitava trabalhos sem fim. Dessa vez, ia ficando mal, pois quando o P. Milheiro perguntou como estavam os trabalhos, ele com toda a calma do mundo só disse «Estão quase…» O mestre não avançou com a conversa e eu, admirado com tanta diligência, questionei-o, ao que ele respondeu: «estão quase a começar…». Assim se iam passando os dias.
Há depois um outro P. Milheiro que me toca de modo bem diverso. Como tenho uma irmã que esteve sete anos na congregação dele (a tal em que se encontra essa senhora que chateava o Colaço!), fiquei a perceber que as relações pessoais “intra muros” pautavam-se por um redobrado autoritarismo ditatorial, em que nada se podia discutir, pelo que quem tivesse dois dedos de cabeça não podia aguentar… Parece que só quem não tinha muitos sonhos de vida é que ia ficando… Depois, o P. Milheiro enveredou por ligar mais a fenómenos extraordinários (cruzes altas, aparições…) e eu há muitos anos deixe de ouvir falar dele.
Como vêem, cada um sente de modo diferente… Como diz o Adriano, somos todos diferentes e eu espero com o meu desabafo não ser muito contundente…
ANTÓNIO DOMINGOS SOUSA
A mim, no final do "curso Dominique" como não "alinhei" no episódio de grande emotividade que era esperado (exigido ?!) dos participantes, chamou-me "à pedra" e pregou-me uma bruta desanda. Também me recordo da organização, no largo da Sé - Portalegre, de um "monumental" coral que andou nas margens do "fiasco" (pareceu-me !!!). Agradável, o cinema
Quando estudante no Liceu de Castelo Branco, casualmente cruzei-me com o Pe Milheiros, que andava com os filmes.
Naturalmente dirigi-me para o cumprimentar, ele recusou e seguiu o seu caminho.
VIRGÍLIO MOREIRA
Que belas recordações guardo desses cursos, quando da minha passagem por Alcains e que tinham lugar em Santa Margarida.nas gavetas das recordações anda ainda um caderno diário, que utilizei para registar o que de mais importante neles se passava e como me sinto por instantes a voltar aqueles tempos de mudança e abertura que se iniciavam
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